sábado, 16 de julho de 2011

FANFIC - DOOMED LOVE - CAPÍTULO 13



Oi gente! Se preparem por que o capítulo de hoje está tenso! Leiam e entendam...
                           
Título: Doomed Love
Autora(o): Juliana
Shipper: Robert Pattinson & Kristen Stewart
Gênero: romance, drama
Censura: NC-17
Doomed Love
By Juliana Dantas

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"




Capítulo 13 – Verdades

E corri pelas ruas sem olhar pra trás. Queria fugir para o mais longe possível de tudo.
Ouvi passos atrás de mim e sabia quem era, mas não me virei, até que ele me obrigou a parar quando segurou meu braço.
-Hei, por que saiu correndo daquele jeito?
-Você ainda pergunta? - gritei.
Estava furiosa. Puxei meu braço com força.
-Que raio de música é aquela?
Rob respirou fundo, os dedos passando por entre os cabelos, como se ele tivesse estudando o que falar.
Eu ainda tinha esperança de que ele fosse negar.
De que tudo não passava de um equívoco ridículo.
-Por favor Rob diga que eu entendi errado... que você... que você não pensa realmente isto? Ou que era tudo uma brincadeira, que esta música você não fez para... mim.
Ele me fitou e eu vi a resposta em seu olhar antes que ele dissesse em palavras.
-Você sabe a resposta
Eu fechei os olhos, mortificada, lutando contra as lágrimas de desespero que se formavam dentro de mim.
Então eu não podia mais me enganar;
Se aquela música era de verdade pra mim, Rob estava... a fim de mim?
O que mais eu podia pensar?
-Kristen, olha pra mim. – ele pediu suavemente, segurando meu braço, mas eu o afastei com um safanão. Não podia suportar que ele me tocasse naquele momento.
Já me sentia confusa o suficiente sem isto.
Eu explodi.
-Você não podia ter feito isto! Está pensando o que? Ficou louco? Como pode fazer uma música destas pra mim?!
-Eu estava pensando em você...
-Oh Deus! Eu não acredito nisto! - eu segurei minha cabeça com as mãos.
-Você está fugindo...
Eu o encarei, raivosa.
-Fugindo do que? Desta insanidade que inventou? Eu não sou obrigada a ouvir aquelas... coisas!
Só de me lembrar da letra da música eu me sentia afundar em desespero.
Eu não queria que fosse verdade. Não podia ser verdade.
Eu queria voltar no tempo e nunca ter pedido para ele tocar aquela maldita música e continuar no meu mundinho ilusório.
-Você estragou tudo. – eu sussurrei - Nós somos amigos!
-Amigo é o cacete!
Eu dei um passo atrás, tamanha foi sua veemência.
-Do que está falando?
-Kristen, você sabe muito bem o que está acontecendo aqui.
Eu sacudi a cabeça negativamente.
-Não está acontecendo nada! O que está acontecendo é que você fez uma música... sem noção! Insinuando que eu.... você... meu Deus! Eu não consigo nem pronunciar as palavras.
-Você não consegue porque não quer enxergar o óbvio.
-E o óbvio é o que? Que eu devia ficar lisonjeada com sua musiquinha ridícula?
-É ridícula porque é verdadeira?
-O que é verdade?
-Que eu quero você!
-Oh Deus! - eu coloquei a mão no peito, como se assim pudesse aliviar o baque.
-Você não pode me querer.
-Por que não?
-Porque eu tenho namorado. Podemos começar por aí...
-Eu sei disto. – ele falou amargo.
-Então porque fez isto? Porque estragar tudo?
-Eu não estraguei nada, você que se nega a ver o que está na frente dos seus olhos.
-Eu não tenho culpa se você fez uma música achando que eu fosse... concordar com aquilo!
-Você pediu pra ouvir. Eu disse que não estava preparada.
-Eu não fazia idéia de que era aquilo que eu teria que ouvir!
-Você está fugindo porque também quer.
-Eu não quero!
-Na noite que passou no meu apartamento demonstrou muito bem isto.
-Eu estava bêbada!
-Não tão bêbada que não soubesse o que estava fazendo.
-Não, eu...
-E só não aconteceu porque eu parei. Não me lembro de você me mandar parar, muito pelo contrário.
Eu avancei pra cima dele sem pensar, meus punhos fechados esmurrando seu peito.
-Pára com isto! - gritei o esmurrando com toda força.
Ele segurou meus pulsos.
-Você não quer ver a verdade, mas é esta a verdade Kristen. Eu quero você! Independente do mundo lá fora, eu quero você! E você tem medo de me querer também!
Eu o fitei com os olhos chispantes.
Não, não era verdade.
Eu não podia querer.
Mas mesmo agora, minha mente numa confusão só, eu sentia seus dedos queimando em meu braço, espalhando um calor proibido por todo meu corpo.
Seu rosto estava tão próximo do meu que eu podia sentir a respiração quente em minha pele.
Porém, ainda lutei contra. Com todas as forças que consegui reunir, eu libertei meu braço.
-Você não sabe nada! - eu dei um passo atrás – Acha que devo ser mais uma das suas amiguinhas que correm atrás de você? Como a Nikki e a Rachelle? Não obrigada! Quem pensa que é para me falar estas coisas? Acha que podia chegar e tocar uma música e que eu fosse me derreter a seus pés? Então não me conhece mesmo!
-Você está sendo injusta. Eu apenas estou sendo sincero. E não me escondendo atrás de uma concha de moralidade feito você.
Eu dei um riso engasgado.
-Agora só falta você me chamar de provinciana.
-É você quem está dizendo.
Eu dei um passo atrás, como se atingida pela força de suas palavras. Lutando contra a vontade de bater nele de novo. Aquilo de nada ia adiantar.
-Se você pensa isto, não temos mais nada à fazer. - eu me virei pra me afastar.
-Kristen, não vai. - ele pediu.
Mas eu não olhei pra trás.
E olha que eu queria.
Enquanto o vento gelado açoitava meu rosto, levando minhas lágrimas pra longe, eu queria voltar e ouvi-lo dizer que tudo não passava de mais uma de suas brincadeiras, que tudo seria como antes.
Mas esta parte tinha passado.
Nada seria como antes.
Aquela música tinha estragado tudo.
Eu entrei em casa e bati a porta, indo direto para o quarto e me jogando na cama, sem ao menos me preocupar em tirar a roupa.
Só tinha vontade de chorar e sumir.
Senti algo sob minha cabeça e quando olhei o que era, gemi ao ver o livro que Rob me dera, e que eu tentava ler antes de dormir.
Com fúria, joguei o livro longe.
Agora tudo fazia sentido. O livro, a conversa sobre infinitas possibilidades... o filme.
Eu fora uma idiota completa! Acreditava que tudo o que ele queria fosse amizade e o tempo inteiro ele agia pelas minhas costas.
Será mesmo que achava que eu fosse cair na dele por causa de uma música?
Eu me consumia de ódio.
Mas depois de chorar de raiva durante algumas horas me veio a decepção.
Eu não queria que fosse desta forma. Eu queria que fossemos amigos.
Eu gostava dele. Demais.
Como amigo.
Então porque tinha que ser assim? Eu simplesmente não podia aceitar.
E enquanto meus olhos foram se fechando de exaustão, eu ainda tive que lutar com aquela pequena parcela dentro de mim que temia sentir o mesmo por ele, contra todas as possibilidades.

Continua...

Capítulo tenso esse. Senti dentro de mim a dor do Rob ao ser rejeitado. Não sei vocês, mas eu consigo visualizar a carinha triste dele pedindo pra ela não ir embora... E a Kris, coitada, tão confusa com todo esse sentimento... O que vai acontecer agora? Espero os comentários pra saber o que vocês acharam desse capítulo. Beijos e até amanhã.