quinta-feira, 14 de abril de 2011

FANFIC - A BEAUTIFUL MESS - CAPÍTULO 23

Galera... Estamos na reta final das fics. Esse é o penúltimo capítulo do POV do Rob... Curtam muito por que está lindo!

A Beautiful Mess

By Juliana Dantas

Título: A Beautiful Mess
Autora(o): Juliana
Shipper:Robsten
Gênero: universo alternativo, romance, drama
Censura: NC-17

**POV DO ROB DA FIC GRAVITY**

Capítulo 23

Você é o tipo de garota que consegue derrubar um homem,

E levantá-lo novamente.

A Beautiful Mess - Jason Mraz

Utah - Fevereiro

Eu caminhei pelas ruas geladas de Utah ignorando os olhares a minha volta.

Até que as pessoas cansaram de me olhar.

Parei para acender um cigarro, o que era difícil por causa da neve que começava a cair, mas eu persisti.

Apertei o passo de novo. Estava frio, mas eu não me importava.

Meus compromissos do dia tinham terminado e eu estava livre.

Podia achar um bar pra beber talvez.

Não tinha graça beber sozinho. Mas também não estava a fim de sair com ninguém da equipe do filme que estava comigo ali em Sundance. Só mais um dia e eu estaria voando de volta pra Inglaterra.

Férias. Depois de meses duros de trabalho em que eu engatara dois filmes.

Então eu estaria em algum pub londrino com meus amigos.

Aspirei o ar gelado, jogando o cigarro num canto. Uma bebida ainda seria bom.

Parei em frente à parede de vidro de um bar e relanceei o olhar para dentro, pra ver se dava pra entrar. Não estava a fim de encarar fãs ou jornalistas. Embora fosse difícil fugir de um ou de outro ali.

Foi então que eu a vi. Ela estava rindo. Os cabelos mais cumpridos do que me lembrava. O casaco claro...

Havia algumas pessoas com ela. Estavam todos em pé em volta de um bar. Eu não conhecia nenhum deles.

Há quanto tempo eu não a via?

Muito tempo...

Meses...

Oito meses para ser mais exato.

Não que eu estivesse contando.

Mas nós não nos víamos desde o dia em que eu botara um ponto final naquela história.

E agora lá estava ela. Rindo, enquanto fumava e mexia nos cabelos.

Não era estranho encontrá-la ali, afinal, muita gente de cinema estava em Utah para o festival.

O estranho era encontrá-la de novo justamente no lugar em que nos reencontramos um ano atrás.

E onde havíamos nos embebedado e transado...

E onde nosso filho fora feito..

Pensar nisto doía.

Porque poderia passar muito tempo, mas a dor ainda ia ser a mesma.

E agora, contra todas as possibilidades eu a encontrava de novo.

Mas eu podia simplesmente continuar andando. E fingir que não a vi.

Talvez fosse isto que eu devia ter feito daquela vez.

E nada do que acontecera depois teria existido.

E enquanto eu estava ali, ainda hesitando, ainda sem conseguir desviar os olhos dela, ela se virou e me viu.

Primeiro seu olhar foi de surpresa; O sorriso espontâneo desaparecendo do seu rosto.

Um pouco de confusão e descrença.

E agora? O que eu faria?

Era o ponto em que eu escolhia.

Como um flash, e tudo passou pela minha mente.

E então eu apenas acenei, com um sorriso contido.

Daqueles que damos quando encontramos um conhecido na rua e depois continuávamos nosso caminho.

Kristen sorriu também, da mesma maneira contida e acenou. Também da mesma maneira contida.

E então eu segui em frente.

Sem olhar para trás.

Eu caminhei por horas a fios. Sem rumo.

Era estranho simplesmente deixá-la para trás.

Havia coisas que nunca mudavam.

Havia sentimentos que nunca mudavam.

Assim como havia coisas que não podiam ser mudadas ou esquecidas.

Mas enquanto eu caminhava através da neve eu me sentia bem.

Bem depois de meses.

Eu ainda pensava em seu sorriso. Tão bonito.

Tão perfeito.

Ela parecia feliz.

Todas as lembranças que eu tinha dela nestes meses era daquele último dia.

Em que ela chorava e parecera tão infeliz.

E eu me sentia diretamente culpado por sua infelicidade.

Quantas vezes eu quis voltar atrás?

Quantas vezes eu quis voltar e implorar?

Inúmeras vezes...

Mas eu me convencera nos dias que se seguiram que eu havia feito a coisa certa.

Porque Kristen queria assim. Ela precisava que fosse assim.

E talvez tudo ficasse bem afinal.

Mas nós não ficaríamos juntos.

Quando voltei ao hotel, já anoitecera e Nick estava lá me esperando.

-Onde se meteu? Eu te liguei.

-Por aí...

Eu quis contar que reencontrara Kristen, mas me calei.

-Tudo bem, tinha a tarde livre mesmo. Amanhã tem uma última coletiva à tarde e depois partimos a noite, ok?

-Tudo bem.

-Você está bem? Parece... Distraído.

-Estou ótimo. Vou subir.

-Podemos ir jantar se quiser.

-Não estou com fome.

Eu subi para o quarto e por mais que eu quisesse, eu não conseguia esquecer que Kristen estava em algum lugar da cidade.

Como será que ela estaria hoje? Estaria com alguém?

Eu cortara totalmente todos os laços fazendo questão de não saber de nada.

A impressa fizera um pequeno carnaval em cima da nossa separação, embora nenhum de nos tivesse se preocupado em dar alguma declaração.

Nick também não insistira, para o meu espanto, quando eu voltara para Nova York.

Também não falei muito sobre o ocorrido.

Não que eu quisesse falar, ou tivesse condições de falar.

E ele entendera. Ou tentara.

Voltei ao trabalho e depois que acabaram as gravações, aceitei outro filme e estava filmando até uma semana atrás antes de vir para Utah.

E Kristen ficara no passado.

Até aquele dia.

Sentei na cama e tirei a carteira do bolso.

Mas antes de jogá-la num canto, eu a abri e lá estava a foto...

A foto do dia do casamento.

Nem sei por que ainda estava ali.

Mas de alguma maneira eu não me livrara dela.

Talvez fosse a hora de fazer isto afinal.

Ou talvez eu estivesse mesmo precisando de uma bebida ainda.

Pensei em ligar para o Nick aceitar sua idéia de jantar, mas desisti.

Desci para o bar do hotel sozinho. Havia poucas pessoas naquela hora e eu caminhei procurando uma mesa vazia.

-Está me seguindo?

Eu me voltei ao ouvir aquela voz que reconheceria em qualquer lugar.

E lá estava ela, sozinha numa mesa com seu meio sorriso contido.

Uma estranha sensação de deja-vu passou por mim.

Só que da outra vez quem dissera estas palavras fora eu.

Embora estivesse mesmo meio que a seguindo. Ou a esperando.

Mas desta vez era uma surpresa encontrá-la ali novamente.

-Oi. – eu disse por fim.

-Oi. Está hospedado aqui? - indagou como se sentisse necessidade de preencher o silêncio estranho.

-Estou e você?

-Culpada.

Eu sorri, porque a sensação de deja-vu estava aumentando.

E em vez de fugir eu estava pregado no lugar.

Droga. Eu estava gostando daquilo.

De falar com ela.

Mesmo que fosse um daqueles diálogos esquisitos.

-Está indo encontrar alguém? - ela indagou, mordendo os lábios e eu quis perguntar onde estavam as pessoas que a acompanhavam de tarde.

-Não. – dei de ombros – Apenas desci para... Beber alguma coisa...

-Oh... Eu também tive a mesma idéia, não quer... Beber comigo?

Eu hesitei.

Que porra. Eu sabia que não devia aceitar.

Eu sabia exatamente onde estava me metendo.

Mas quem disse que não poderia ser apenas uma bebida?

Eu me sentei e o garçom apareceu. Ela já estava com um copo e eu pedi um pra mim.

Ela pediu outro.

-E então, tem um filme aqui? - falou depois de um momento de silêncio tenso.

-Sim, e desta vez você também não sabia?

Ela riu.

-Culpada de novo. Fiquei surpresa de vê-lo hoje à tarde.

-Eu também.

-Oh... Então vai dizer que também não sabia que eu estava aqui.

-Não fazia idéia. – falei meio culpado.

-Então estamos quites agora.

Nossas bebidas chegaram.

-Eu não devia beber mais... – ela falou, acendendo um cigarro – Bebi à tarde, bebi agora... Acho que estou ficando meio bêbada. - falou rindo.

Bem, isto explicava porque ela me convidara pra sentar e estava ali jogando conversa fora, pensei.

Eu acendi um cigarro também.

-Está aqui por aquele filme de Nova Orleans?

-Sim. Vai estrear no mês que vem.

-Está gravando alguma coisa?

-Estou estudando algumas propostas. E você. Fiquei sabendo que acabou ficando por Nova York gravando outro filme.

-Fiquei.

-Eu vi seu filme.

-Viu? - eu levantei a sobrancelha.

Eu não quisera nem saber de qualquer coisa que fosse de algum trabalho dela.

E ela me dizia simplesmente que vira meu filme

-Gostei bastante. Boa química... – disse bebendo um gole do seu copo.

Eu a fitei, tentando detectar alguma ironia, ou acusação.

Mas não vi nada.

Eu me senti estranho. Ela não ligava mais era isto? Tinha seguido em frente?

Era o que parecia.

Eu devia ficar feliz por isto.

-Realmente um ótimo filme. E este outro filme, é independente então? Por isto que está aqui?

-Sim, é por ele.

-Quero assistir. Ainda tem alguma sessão?

-Tem uma última sessão amanhã.

-Eu verei.

-Não tem nenhum compromisso?

-Tenho sim, claro – respondeu rápido - Mas dependendo do horário eu consigo ver.

O garçom apareceu e pedimos mais bebidas.

-Fale-me sobre este seu filme – pedi, acendendo outro cigarro.

Eu a fitei por um momento, enquanto ela falava animada sobre Nova Orleans.

Seu rosto ainda era tão branco como eu me lembrava... Os olhos ainda tão verdes.

E eu ainda a achava a mulher mais linda do mundo.

E talvez estivesse ficando um pouco bêbado também, por estar imaginando se seria pedir demais que terminássemos a noite da mesma maneira que há um ano atrás.

Claro que nem tudo precisava ser igual.

Acho que eu tinha visto alguma camisinha esquecida na minha carteira.

-Fale do seu filme agora. - ela pediu me tirando do meu devaneio ridículo.

O garçom apareceu com mais bebidas e os antigos copos desaparecem, nem me lembrava como.

Eu comecei a falar sobre o filme, me perguntando até quando conseguíamos ficar ali, falando sobre filmes, e ignorando toda a nossa história por trás.

Não que eu fizesse alguma questão de falar sobre aquilo.

Nem um pouco.

Por hora, bastava tê-la ali na minha frente, ao alcance das minhas mãos.

Passando os dedos pelo cabelo, enquanto fumava um cigarro atrás do outro e me ouvia falar, fazendo perguntas aqui e ali.

Até que, como da outra vez, ela olhou em volta do bar quase vazio.

-O garçom sumiu.

-Acho que o bar está fechando.

Eu falei isto com um certo pesar. Eu não queria deixá-la ainda.

Eu queria continuar fingindo que tudo estava perfeitamente bem. Que éramos dois conhecidos conversando e bebendo num bar.

Se fosse qualquer outra mulher, eu poderia sugerir que terminássemos de beber no meu quarto ou no dela.

Mas era Kristen.

E isto não era uma boa idéia.

Ou era. E este era o problema.

Acho que eu já tinha bebido demais.

-Melhor irmos embora...

-Tudo bem – ela disse se levantando e eu fiz o mesmo.

Eu a segui para fora do bar. Ela ainda vestia o casaco creme e pude perceber que seus passos eram incertos.

Ok, ela estava realmente bêbada.

Eu lutei contra a idéia insana de convidá-la para continuar bebendo em meu quarto.

Ela estava bêbada já. Seria canalhice da minha parte me aproveitar disto.

Nós entramos no elevador e eu apertei meu andar, perguntando pra ela em qual estava.

Ela riu, passando a mão pelos cabelos e passou por mim para apertar um botão de algum andar acima do meu.

Seu cabelo roçou em meu nariz e eu aspirei seu cheiro único.

Quando ela se virou, rindo, ainda tropeçando nos próprios pés, eu segurei seu braço e ela se virou.

-Ops, acho que eu estou mais bêbada que pensei. - falou rindo.

Ela estava perto, tão perto. Como eu não a tinha a tanto, tanto tempo.

E, Deus, eu era apenas um homem.

Eu fiz aquilo que meu instinto mandava. Que se danasse que eu ia me arrepender depois.

Eu me inclinei e a beijei.

Continua...

É gente, está acabando... E parece que agora, finalmente os dois vão começar a se acertarem. Amanhã tem POv da Kris e depois o último capítulo do POV do Rob... Espero os comentários de vocês depois. Beijos.

5 comentários:

  1. finalmente parece que estes dois se vão entender! Parabésn pela sua Fic Ju!

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  2. Tão bom... espero pela a próxima amanhã

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. ai ai quando acabar vou sentir tanta falta da minha fic de cada dia.....kkkkkkkkk! amo vcs! Ju lança um livro! serei a primeira da fila! Robbeijos e Kikisses!

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  5. Muitooo bom.........
    =^.^=
    >.<

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